domingo, 23 de outubro de 2011

Lembrança Pietro 2-3: Vocês são leais: Bem-vindos a Irmandade dos Assassinos

            Fevereiro de 1414

            —  Bom Luigi... Agora vou entregar falsas informações à eles... Se são leais não vão espalhar nada...
            —  Que informações?
            —  Um ataque surpresa a Florí... Vou dar informações a todos eles... Se forem leais acordaremos amanhã e eles ainda estarão aqui...
            — Bem pensado... Mas eles podem muito bem fingir.
            —  Pode até ser, mas, eles parecem ser de boa fé... Creio que a maioria não nos trairia.
            —  Será mesmo, Pietro...
            —  Só temos um jeito de descobrir...
[...]

            Na tarde do dia seguinte fomos até os soldados informados e, aparentemente mais da metade havia sumido:
            —  Jovem Pietro... Lamentemos lhes informar que muitos soldados nos traíram... Eles levaram as informações a Florí... Não conseguimos impedi-los...
            —  E como é seu nome soldado?
            —  Ugo Gonzolle.
            —  Sabe de mais alguma coisa, Ugo?
            —  Não senhore... Mas alguns soldados escutaram sons, que pareciam ser de muitos cavalos vindo do horizonte.
            Franzi a testa e olhei para Luigi:
            —  Será que...
            —  Eles vão nos atacar Pietro!
            —  Droga! Soldados! Fechem todos os portões... Deixem somente o da zona norte aberto... E espalhem informações a todos sobre isso... Eles vão matar todos...
            —  Não Pietro... — discordou Luigi — Teremos que fugir... Eles só querem a cidade...
            —  Certo, então... Todos saiam da cidade junto a Micehlangelo... Ele saberá aonde ir...
            —  E você Pietro... Aonde vai? Em breve as ruas estarão cheias de guardas...
            —  Isso é uma teoria... Talvez não aconteça. E eu vou atrás de Samatha... Ela não sabe nem de nosso plano.
            —  Certo, Pietro... Bonna Fortuna.
            —  Igualmente velho amigo...

[...]

            Fui por cima dos telhados naquela tarde nublada... Encontrei Samantha em cima da Parrocchia Ns. Guadalupe com as mãos  na cabeça:
            —  Samantha... Precisamos conversar...
            —  Não... Pietro por favor... Saia agora de Roma!
            —  Por que? Você já sabe de tudo?
            —  Eu não fui bem sincera com vocês dois... Quem vai atacar essa cidade são os Cafucci... Minha família Templária...
            Não tive reação alguma... Somente a deixei falar:
            —  Eles me querem de volta porque eu fugi... Nunca pensei que me encontrariam aqui... Não me conte onde vai... Eles vão querer informações. Deixei tudo dos Assassinso com Michelangelo... Menos a capa...
            Chorando ela continuou:
            —  Espero que um dia possa me perdoar... Eu não queria isso... Não quero a causa Templária. Não quero... —  eu a interrompi com um beijo e lhe disse:
            —  Não precisa dela... Mas, por hora, é melhor você ficar com eles... Tenho planos em mente, e, ao menos, sei que tenho uma aliada forte como espiã... Fique com a capa... Ela representa nosso vinculo...
            Chorando e soluçando ela continuou:
            —  Espero que um dia possamos nos rever... Se eu ao menos soubesse que eles estavam em Florí...
            —  Vamos nos rever um dia... Te dou minha palavra...
            Apenas com um sorriso a deixei e, fui me juntar aos outros...

[...]

            Vi todos eles saindo as pressas quando Luigi me chamou:
            —  Estávamos certos! Eles estão atacando!
            —  Sim... Era o que eu temia...
            —  Encontrou Samantha?
            Olhado para baixo respondi:
            —  Depois eu lhe explico tudo... Mas... E agora? Onde Michelangelo vai nos levar?
            —  Em um tio seu... Não sem quem é...
            —  Tio meu?
            —  É. Não pergunte... Agora vamos!
           
[...]

            Viajamos por 2 semanas à cavalo e a pé... Até chegarmos a uma cidade na zona leste da Itália, numa cidade longe do alcance dos Cafucci ou de qualquer outro Templário que nos conhecesse... Essa era a cidade de L'Aquila, dominada por um cara que disseram ser meu tio:
            —  Chegamos meus amigos. — disse Michelangelo.
            —  É... Finalmente. Mas você conhece esse cara? — perguntou Luigi.
            —  Sim... Como um irmão. Ele é um Assassino. Vamos conversar e explicar tudo depois.
            Andamos pela cidade até o castelo do tal homem... Mas cheios de olhares ruins, mas, chegamos ao castelo sem problemas... Com esse meu tio na entrada... Que disse:
            —  A quanto tempo Michelangelo... Realmente muito anos... Como vai essa vida?
            —  Cheia de altos e baixos amigo, José Ferreira...
            —  Realmente... Então, esses são os homens de confiança seus e de meu sobrinho?
            —  Sim.
            —  Entendo... E, a quanto tempo sobrinho. Você cresceu muito desde a ultima vez em que te vi. Provavelmente não vai se recordar de mim mas... Enfim... Bem vindos a cidade, e, já que são leais... — ele abaixou a cabeça, e, em seguida, a ergueu, em um tom mais sério e com um sorriso:
            —  Bem vindos a Irmandade dos Assassinos!

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